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Rogue Legacy: como um plataformer deve ser 12/07/2013

Posted by Rafael Raposa in Uncategorized.
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Rogue Legacy (referido como RL daqui para frente) talvez seja algo convencional do circuito indie, mas não nas grandes vitrines: um plataformer estilo antigão com gráficos simples e extremamente desafiante. Após receber muitas recomendações eu peguei o dito cujo para jogar e não é que é um jogo fantástico?

Boas semelhanças com os primeiros Castlevanias sem deixar de ser algo único.

Boas semelhanças com os primeiros Castlevanias sem deixar de ser algo único.

Ele é um platformer bem no estilo de Castlevania X – Simphony of the Night: você tem que navegar por um castelo com várias salas organizadas em “zonas” as quais tem inimigos e desafios diferentes. Há também uma certa progressão na dificuldade das zonas: o castelo principal é mais fácil que a floresta, que é mais fácil que a torre que é mais fácil que o calabouço. Mais uma vez bem parecido som SotN, mas as semelhanças terminam aí.

Até elementos como o teleporte entre áreas são claramente inspirados nas aventuras da família Belmont.

Até elementos como o teleporte entre áreas são claramente inspirados nas aventuras da família Belmont.

O combate em RL é altamente inspirado nos primeiros Castlevanias: 1 ataque simples, 1 item “mágico” que usa mana ao ser usado (adagas, machados, etc), um movimento especial da classe do seu personagem (já vou chegar nisso) e pulo. Simples, básico e direto, garantia de qualquer jogador se sentir em casa, ao menos com os controles.

Você vai morrer muito, muito mesmo.

Você vai morrer muito, muito mesmo.

Agora uma das mecânicas mais brilhantes do jogo é o conceito de Legacy, legado em português brazucca: quando seu personagem morre, e você vai morrer muito neste jogo eu posso te garantir, seu personagem realmente morre. Sim, caput. Sua aventura é interrompida e lhe são mostrados 3 personagens diferentes: os filhos daquele seu personagem inicial. Estes filhos podem ter classes completamente diferentes do seu personagem inicial (em geral um paladino) e eles tem características especiais que vão de defeitos à “qualidades”.

As características são variadas e com os mais diversos efeitos: muitas vezes mudando em muito a dinâmica de jogo.

As características são variadas e com os mais diversos efeitos: muitas vezes mudando em muito a dinâmica de jogo.

Desde hipermetropia (tudo longe do seu personagem fica embaçado) à insanidade (seu personagem vê inimigos que não existem) os defeitos podem ajudar ou prejudicar seu personagem. Não só isso, algumas partes do castelo são só acessíveis se seu personagem tiver algum certo defeito (como um tunel secreto que só pode ser acessado por uma anão) ou desafios que podem ser superados com facilidade por certas classes (a classe assassino tem o poder de ficar invisível e os inimigos passam a te ignorar por um tempo, útil para desafios “não tome dano”).

Seu castelo é sua "ficha" de personagem, onde você compra upgrades e npcs para comprar mais upgrades.

Seu castelo é sua “ficha” de personagem, onde você compra upgrades e npcs para comprar mais upgrades.

O jogo conta também com um sistema de níveis bem diferente: a única coisa que você traz das incursões no castelo é dinheiro e você usa este dinheiro para melhorar o castelo da sua família. A cada melhora o seu personagem ganha um nível e o jogo fica mais difícil (inimigos mais fortes e mais rápidos), tomando em conta claro um certo limite de dificuldade para cada região do castelo.

Os mestres, até onde eu vi no jogo, são versões overpower de monstros convencionais: você tem uma ideia do que eles fazem, mas não claramente.

Os mestres, até onde eu vi no jogo, são versões overpower de monstros convencionais: você tem uma ideia do que eles fazem, mas não claramente.

Para cada região, alterações no jogo são realizadas: você pode ter um ferreiro para fazer armas e armaduras novas, fazer uma academia no castelo para aumentar sua força, investir numa biblioteca para aumentar inteligência e por aí vai. É como se fosse experiência, em suma, mas você coleta ela como ouro em qualquer plataformer das antigas e usa ela para tudo.

E você pode sempre ver a ficha do seu personagem, no melhor estilo D&D, no menu de pause.

E você pode sempre ver a ficha do seu personagem, no melhor estilo D&D, no menu de pause.

E com toda esta simplicidade e retidão o jogo se mostra desafiante, impiedoso e extremamente viciante: tudo o que um plataformer deve ser. Mas ao contrário de muitos jogos do mercado, ele o faz com maestria e vêm com um bom preço.

Pontos positivos:

  • Gameplay simples e divertido;
  • Visual retro extremamente agradável;
  • Trilha sonora super divertida;
  • Desafio crescente e constante, você consegue acompanhar o jogo conforme aprende com ele!

Pontos negativos:

  • Algumas animações do jogo (como o avatar do jogador mudar sua orientação, esquerda/direita) são BEM malfeitas/inexistentes, faltou um cuidado dos desenvolvedores aí.

Nota: 8/10

O jogo é ótimo, não tem muito o que se falar sobre ele de forma negativa. Horas e mais horas de diversão eletrizante, só não é um jogo bom para relaxar: você com certeza absoluta vai ficar pilhado com o jogo. O jogo também vem com um preço bem camarada e, agora com a Summer Sale do sagrado Steam, custa apenas 20 R$ ou no site oficial por 12US$.

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