jump to navigation

Travar ou não travar 03/07/2013

Posted by vinivendra in Uncategorized.
trackback

Com as recentes reviravoltas acontecendo no cenário da próxima geração, muitas coisas têm mudado. O que pode ter passado meio despercebido é que a Microsoft, no mesmo bom tom de suas decisões que já ficaram famosas, anunciou que vai acompanhar a Sony e retirar a trava de região do seu próximo console.

Na prática, isso não faz grande diferença para os consumidores – não diretamente, pelo menos. A trava de região para essas duas companhias na geração passada já era facultativa. Como resultado, grande parte dos jogos de XBox 360 eram destravados, e apenas um jogo de Playstation 3 (Persona 4 Arena) era travado. Isso faz diferença para a Nintendo.

video-game-regions

Jogos travados de uma região não rodam em consoles das outras regiões.

Historicamente, a Nintendo tem sido bem chata com esse tipo de coisa. O NES, o 64, o GameCube e o Wii eram todos travados, assim como o DSi e o 3DS. Assim sendo, não é de se espantar que a companhia tenha escolhido travar o Wii U também.

A questão é que, como as duas outras empresas já abandonaram completamente a trava de região, era de se esperar que a Big N estivesse caminhando para esse lado também. Esse tipo de pensamento fez com que vários fãs ficassem animados, e gerou uma certa pressão em cima da companhia para que soltasse um pouco a restrição.

Não vai rolar.

Nintendo-Made-in-Japan-nintendo-30885855-854-512

Nintendo of Japan

A Nintendo, ao contrário das concorrentes diretas, não tem seu foco quase exclusivamente nos Estados Unidos, mas divide grande parte dele com o Japão. É lá que fica a sua sede, é de lá que ela tira seus principais empregados, e é de lá que ela gosta.

É por isso, por exemplo, que grande parte dos seus exclusivos lança primeiro lá. É por isso também que eles acabam lançando versões melhoradas (lembra do Kingdom Hearts Final Mix +?) só em japonês. Além disso, eles têm uma chance de testar os jogos num mercado menor para depois poder lançar pro resto do mundo (versões melhoradas nos EUA não são incomuns).

Não só isso, mas a política de censura do Japão é particularmente chata. Não que ela seja muito rígida, ela é só muito diferente da ocidental. Essas peculiaridades às vezes trazem conflitos para a Nintendo, pois jogos japoneses não podem ser simplesmente vendidos aqui, existe todo um processo por trás disso.

Seus modestos escritórios nipônicos

Seus modestos escritórios nipônicos

A possibilidade de alguém importar jogos japoneses para cá acaba com todas essas características. Mesmo com a trava regional, a quantidade de jogos importados ainda é bem considerável. Se a trava fosse retirada, muitos desses fatores poderiam vir abaixo.

O que não quer dizer que a Nintendo é uma santa, nem que a gente tenha que gostar disso. O fato de eu não poder comprar jogos no Brasil porque meu 3DS é português é particularmente chato. Mas basta um pouco de pesquisa para descobrir que, apesar de ter suas falhas, essas medidas não são motivadas por pura vontade de controlar os consumidores ou de lucrar mais (né M$?) – muito pelo contrário. São medidas impopulares, mas que muitas vezes permitem à companhia trazer melhores experiências para seus usuários. Eu queria poder jogar Final Mixes também, mas saber que meu Kingdom Hearts americano veio sem os mil bugs do japonês já me deixa menos chateado. E no fim, uma melhor user experience é tudo o que eu poderia pedir.

Anúncios

Comentários»

No comments yet — be the first.

Fala'e

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: