jump to navigation

Farcry 3: welcome to the jungle 19/12/2012

Posted by Rafael Raposa in Uncategorized.
add a comment

Far_Cry_3_PAL_box_art

Farcry não é uma franquia, por assim dizer. Devemos ser sinceros e lembrar que o primeiro Farcry foi lançado, pura e simplesmente, para mostrar a Cry Engine e como ela era legal (do mesmo modo que Crysis, sacaram o cry? Crytek, Farcry, am, am, am?). E quando vimos o Farcry 2 ser lançado a coisa toda foi recebida com suspeita, o jogo acabou se revelando bem preconceituoso, mas era sólido e divertido num geral, brutal de uma forma realista como raramente tinha sido visto antes. Ficou no ar então a pergunta: vai ter outro?

E sim, haveria outro, vimos na E3 algo psicodélico, doidão, parecia até sem muito compromisso, um jogo just4fun. E foi com essa consciência que peguei o jogo na mão e falei “bora champs”.

Leia o post ou EU TE CORTO!!! CORTO!!! OLH'A FACA!!!

Leia o post ou EU TE CORTO!!! CORTO!!! OLH’A FACA!!!

Mal sabia eu…

Não meus amigos, Farcry 3 não é um joguinho qualquer, ele se aproveita bem da abertura criada pelo Spec Ops: The Line, mas de uma maneira mais social e mais psicopata (acreditem, bem mais). Farcry 3 é um jogo sobre sobrevivência e, apesar de suas bizarrices Lady Gaguescas, ele acerta em cheio em entregar uma experiência fria, cruel e extremamente divertida, conquanto que perturbadora, da transformação de um riquinho mimado em uma máquina de matar a lá Rambo.

Você sabe que não está jogando um jogo normal quando colocam tubarões na água.

Você sabe que não está jogando um jogo normal quando colocam tubarões na água.

Este é um bom ponto: este jogo é Rambo 1 na praia, SÉRIO.

Ok, vou falar do jogo devidamente. A história, desde o começo, te pega pelas bolas de forma brutal e insana: você tem um pseudo-tutorial que malo-malo te ensina a se movimentar pelo jogo, te da uma visão geral de como é a ambientação e BAM, morte na sua cara e coisas tentando te matar. E assim o jogo começa: você, um rapaz de camisa suja e nariz remelento contra o mundo e com uma faca de 1,99R$ da 25 de Março.

Faca vagabunda, check.Inimigos usando pitbulls, wait, what?

Faca vagabunda, check.
Inimigos usando pitbulls, wait, what?

Esse é um dos pontos realmente altos do jogo, realmente legais: você começa um nada, é um nada quase o jogo inteiro e, quando você vira o Deus da morte hiper poderoso você:

  • Está ainda no meio do jogo;
  • Não precisa caçar “itens colecionáveis” que nem um demente pra conseguir isso;
  • E ainda é perfeitamente morrível se você der a cara pra bater.
O seu arsenal conta com coisas como, até mesmo, flechas explosivas e flamejantes.

O seu arsenal conta com coisas como, até mesmo, flechas explosivas e flamejantes.

E tudo isso com momentos dignos a Rambo com toda a insanidade e desequilíbrio. Você fica tão desequilibrado que o jogo solta uma das frases mais pesadas e mais incríveis que já ouvi, quando o seu personagem fala com uma de suas amigas que você salva ele solta a incrível frase : “… eu nunca havia sentido como é ganhar, mas quando eu mato eu sinto que ganho, que o mundo inteiro gira a minha volta.”, yep, o jogo é doido a esse ponto, psicopatia total.

Uma última coisa legal a ser falada sobre o jogo é o meio-ambiente. Sim, pela primeira vez em um jogo de tiro o meio ambiente é REALMENTE seu inimigo e, não importando em que momento você está do jogo se um bixo te pegar se surpresa (dependendo do bixo, claro), ele vai te moer. Há até o papo rodando nas internetz da vida que o jogo foi programado por TIGRES, dado que:

a) tigres são os seres mais overpower do jogo;

b) o jogo aparentemente não foi testado por ninguém, dado alguns defeitos na jogabilidade, e isso provavelmente se justificaria pelos tigres do desenvolvimento terem comido os beta-testers, acontece.

Leopardo, out of fucking nowhere!

Leopardo, out of fucking nowhere!

Contudo ele traz uns probleminhas no campo da jogabilidade e só estou falando deles aqui em detalhe porque são REALMENTE chatos. São coisas pequenas como o fato dos menus serem completamente ineficientes e ficarem te avisando TODA HORA que “você descobriu algo novo” a ponto de te deixar INSANO DE RAIVA POR TER QUE USAR A DROGA DO MENU, AAAAAAAAAAAAAAAAAAAARGH.

Há outras coisas que sinceramente não entendo como o fato de, em um sandbox, existirem missões de área limitada. Mais ou menos assim, você ativa uma missão e ela tem uma determinada área que ela vai acontecer, mas se você sai muito dessa área delimitada você falha a missão. O jogo é UM SANDBOX, pra que ter isso?  Até entendo, na verdade, fizeram isso para os alvos não saírem da área, mas é tão difícil assim aplicar um flag pra não afetar seu personagem? É um singleplayer, não iria afetar negativamente a mecânica do jogo.

E tudo começa com suas férias.

E tudo começa com suas férias.

Enfim, num geral, um jogo ÓTIMO.

PONTOS POSITIVOS :

  • Tigres, rawr;
  • História engajante;
  • Personagens interessantíssimos;
  • Questionamento psicológico bem profundo no jogo, sobre a transformação em monstro;
  • O jogo apresenta um nível de desafio extremamente preciso ao jogador, pegando pesado em certas partes e indo leve em outras;
  • Missões divertidas, indo de caça à assassinato e “time attack”;
  • Ambientação maravilhosa e “realista”;
  • Ursos também, ursos grandes;

PONTOS NEGATIVOS :

  •  Tigres não entendem muito bem de testar jogabilidade;
  • Menus horríveis;
  • O modo como você fabrica as coisas é um saco por causa destes mesmos menus;
  • Restrições de área de atuação para as missões não faz sentido…

NOTA: 8.5/10

Jogo muito digno, muito bom E muito divertido. Chegou ao ponto de eu acordar mais cedo de manhã pra “jogar mais um pouquinho” antes do trabalho, de tão divertido. Eu não só recomendo como acho que SE você gosta de jogos de aventura e shooters mais diferentes e menos heroicos, este é seu jogo.